Loelia van Rooy

loelia@loelia.com.br

        Loelia van Rooy, mineira de nascimento, carioca de criação e paulistana de coração, formou-se pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Evandro Carlos Jardim, como também o ateliê Graphias. Realizou exposições individuais na Holanda e coletivas no Brasil, premiada nos  concursos de artes plásticas do CAP e da ACESC.

        Seu trabalho é iconográfico retratando não só São Paulo, mas várias outras cidades.

        Loelia van Rooy, was born in Minas Gerais and has lived in Rio de Janeiro. She is nowadays living in São Paulo. Graduated at Escola Nacional de Belas Artes of Rio de Janeiro, has attended the atelier of Evandro Carlos Jardim and the Graphias atelier. She has performed individual exhibits in Holland and collective ones in Brazil, won prizes from Club Athletico Paulistano and ACESC.

        Her work is iconographic and therefore is not only about São Paulo, but others cities.

Os desenhos de Loelia van Rooy


Na aparência são registros de uma quase memória ou lembrança de um tempo sempre presente como substrato da história e da cultura de um lugar, para todos, indistintamente.

Loelia nos mostra suas litografias e seus desenhos a "bico de pena" e tinta nanquim, com pena tirada de uma haste muito fina e bem apontada.

Referentes à cidade de São Paulo, seus desenhos despojados e discretos na fatura e na economia dos meios materiais escolhidos para sua elaboração são registros que revelam o zelo e a  rara sensibilidade de um gesto contido no  traço ao servir um olhar que elege em silêncio o objeto a ser  contemplado.

São tramas de um tecido gráfico que -pelo traço- modela luzes e sombras sobre uma folha de papel e sua conversão em sinais sensiveis que significam um espaço e seus diferentes tempos.  O espaço  geográfico de um lugar,  seu mistério  e seu destino, na alusão de uma paisagem de origem.  Paisagem que, na sua unidade e variedade, também nos sugere o não visível por exceder, muitas vezes, as características externas de uma realidade, sem, entretanto, negar a identidade do objeto representado.

Com emoção e discrição seus desenhos nos oferecem as vistas de um território, sua materialidade, seu recôndito e a presença de um tempo que dispensa a data. Um horizonte intangível porque sempre distante. Sua atmosfera e sua luz como expressão do sentimento.

 

 Janeiro de 2009

 Evandro Carlos Jardim